EDITORIAL

Prof. Me. Caio Barbato Maroso

 

O aumento da complexidade das relações humanas e a incapacidade dos estudos especializados em responder às problemáticas do conhecimento parecem suscitar a multidisciplinaridade e a interdisciplinaridade de pesquisas científicas e acadêmicas, de forma cada vez mais vincada. Ao tratarmos das cidades, a multidisciplinaridade é imprescindível. Ainda em 2010, aproximadamente 84% da população brasileira residiam na zona urbana e, aparentemente, essa proporção vem aumentando. Portanto, discutir e estudar as cidades é discutir e estudar a vida dos brasileiros.

Ao contrário do urbanismo, considerado como ciência, pensado pelo especialista a partir de tratados, o planejamento urbano é desenvolvido pela troca de experiências. Ele é atividade de vários especialistas (multidisciplinaridade), pensado a partir de processos e marcadamente prático. O espaço que se abre nesse volume dedicado ao planejamento é terreno fértil para troca de saberes desenvolvidos em diversas áreas do conhecimento para a produção do espaço urbano. Necessitamos, dessa forma, que esse conhecimento produzido, por aqui divulgado, chegue às cidades e à população. Talvez esse seja nosso maior desafio.

Os artigos publicados se relacionam com o planejamento urbano e abordam questões fundamentais para as políticas públicas urbanas. Um grupo, com maior número de publicações, centrou a discussão acerca do desenvolvimento urbano saudável e da eficácia dos espaços urbanos. Outro grupo trouxe temas como as relações humanas e o impacto de políticas públicas, também aplicados ao planejamento urbano e à saúde. A pluralidade de assuntos discute conforto ambiental, gerenciamento energético, relação entre gerações, entre outros que fornecem peso à discussão das cidades saudáveis. Para que as mudanças na qualidade de vida da população – por meio do planejamento urbano – sejam efetivas é fundamental fomentarmos a participação popular nas decisões que envolvem a cidade em seus mais diversos aspectos.

Afinal, cidade é caos, é diversidade, somos nós.


Boa leitura!

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EDITORIAL
MAROSO, Caio Barbato
Página 4 até 4

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA NARRATIVA: PLANEJAMENTO URBANO SAUDÁVEL
SPERANDIO, Ana Maria Girotti
Página 5 até 17

URBANIZAÇÃO DISPERSA NO "EIXO CAMPINAS-MOGI": MOTIVOS E RESULTADOS
MAROSO, Caio Barbato
Página 18 até 38

RECURSOS URBANOS E CLASSE DOMINANTE: SOROCABA (1914-1921)
MATTOS, Thiago Pedrosa
Página 39 até 44

CONFORTO AMBIENTAL EM ESPAÇOS URBANOS ABERTOS: SUA CORRELAÇÃO COM O PLANEJAMENTO DE CIDADES
ROSA, Adriana Aparecida Carneiro
Página 45 até 56

A UTILIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL NA ELABORAÇÃO DE SUGESTÃO DE INTERVENÇÃO URBANA: um estudo no município de Caldas - MG
RIBEIRO, Marialva Mota
Página 57 até 74

REFLEXOS DAS ALTERAÇÕES DA LEI SECA SOB O COMPORTAMENTO DOS CONDUTORES DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI
CHIROLI, Daiane Maria De Genaro
Página 75 até 90

ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS DE UM ESTUDO SOBRE AVÓS E SUAS FILHAS ADOLESCENTES
QUEIROZ, Patricia Helena Breno
Página 91 até 100

GERENCIAMENTO ENERGÉTICO NO SISTEMA DE SANEAMENTO BÁSICO DO MUNICÍPIO DE JAGUARIÚNA: UMA ABORDAGEM LEGAL E PRÁTICA
SOUZA, Luciana Carla Ferreira de
Página 101 até 121

SUSTENTABILIDADE E EFICÁCIA ENERGÉTICA EM ILUMINAÇÃO VIÁRIA: MÉTODO DE MEDIÇÃO
TREVISAN, Simone Martins
Página 122 até 135



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